Economia

Produtores do Distrito Irrigado de Bom Jesus da Lapa podem ter flexibilização nas contas de energia

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Em função da seca, os produtores do Distrito de Irrigação de Bom Jesus da Lapa preveem dificuldades nos próximos 90 dias para pagar as contas de energia elétrica de suas propriedades rurais. Para tentar evitar o corte no fornecimento e, consequentemente, paralisação da produção agrícola, a categoria recorreu à Coelba para solicitar uma flexibilização do cronograma de pagamento.

A luta contou com o apoio do deputado estadual Eduardo Salles, que participou de audiência, nesta quarta-feira (9), com o gerente do Departamento de Relacionamento com Clientes Corporativos da concessionária, Paulo Medeiros, e com o superintendente da empresa, Emanuel Lôpo.

“Essa audiência foi um pedido do pré-candidato a vereador, Alan Miranda, e dos produtores dos Distrito de Irrigação. Houve uma seca que abortou a florada e causou prejuízos financeiros aos agricultores. Mas mesmo com essas dificuldades as contas atuais estão em dia. Queremos a flexibilização no pagamento das contas que vão vencer nos próximos 90 dias”, explicou Eduardo Salles.

Alta da banana volta a aquecer a economia do Oeste baiano

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Depois de um período com o preço da banana em baixa, os produtores do Oeste baiano comemoram a alta na comercialização da fruta. Esta semana, o valor de venda superou as expectativas e bateu a marca dos R$ 2,00, como há muito não ocorria, fechando em R$ 2,02 a banana de primeira.

A fruta de segunda, mais comercializada no mercado local, chegou a R$ 1,21. A previsão é que a tendência de alta seja mantida nos próximos dias. Já a banana nanica não sofreu alteração e manteve o mesmo preço praticado nas últimas semanas, a R$ 0,90.

Falência da Abengoa reflete negativamente na economia do Oeste baiano

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A Abengoa – empresa que atua no setor de energia renovável e infraestrutura – cuja sede é na Espanha, mas com filiais no Brasil, onde mantém contratos com o governo federal, decretou falência e anunciou o encerramento das suas atividades no país, na última quarta-feira (25).

A notícia caiu como uma bomba entre os comerciantes de Bom Jesus da Lapa, no Oeste do Estado, onde a companhia, responsável pela construção da rede de transmissão de energia desde a cidade de Miracema, no Tocantins, até Sapeaçu, na Bahia, mantém um canteiro de obras. Isso porque entre os fornecedores da empresa estão postos de gasolina, restaurantes, locadoras de máquinas e veículos, lojas de materiais de construção e elétricos, oficinas, lojas de peças, entre outros. Caso se confirme o calote, empresas de médio e pequeno porte também deverão fechar as portas.

O encerramento das atividades da elétrica ainda vai refletir negativamente na economia lapense de outra forma: através do desemprego. Desde a sua implantação na cidade, a Abengoa gerou cerca de 700 postos de trabalho diretos e indiretos, mas já anunciou que haverá demissão em massa.

Governo paulista aumenta imposto sobre cerveja e cigarro

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A cerveja e o cigarro ficarão caros no estado de São Paulo e a tendência é que o resto do país acompanhe o reajuste. Os deputados paulistas aprovaram, em plenário da Assembleia Legislativa, na última terça-feira (18), o aumento do ICMS que incide sobre os dois produtos.

Por 55 votos a favor e seis contrários, os deputados aprovaram emenda aglutinativa estabelecendo a alíquota de 20% sobre a cerveja e de 30% para o cigarro. Em contrapartida, o parlamento paulista aprovou a redução do imposto incidente sobre os medicamentos genéricos de 18% para 12%.

Também na noite desta quarta, 18, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, por unanimidade, o projeto de lei do executivo que institui o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep). O projeto prevê que os recursos venham da cobrança adicional de 2% do ICMS sobre produtos considerados supérfluos – como fumo, bebidas alcoólicas (cerveja), de doações, auxílios, subvenções e legados de pessoas físicas ou jurídicas do País ou do exterior. 

Dilma quer que nova CPMF seja aprovada até julho

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A presidente Dilma Rousseff comunicou a sua equipe econômica que pretende agir pessoalmente para conseguir aprovar a nova CPMF até julho no Congresso e que, até lá, propostas como o aumento da Cide (tributo cobrado sobre a venda de combustíveis) não têm seu aval como alternativa para salvar as contas públicas.

A Folha de S. Paulo apurou que a Dilma tem se reunido para tratar especificamente sobre o tema e recebeu relatos, inclusive do vice-presidente Michel Temer, sobre a melhora do cenário para recriar o imposto. Segundo a reportagem, Temer teria dito a Dilma que tem sido procurado por empresários e banqueiros, como o presidente do Itaú, Roberto Setubal, e do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, que defendem a volta do tributo como uma “saída viável” à crise econômica do país. Mesmo sendo contra o imposto, o vice também comunicou a Dilma que, caso haja consenso de que não há outra saída para o buraco fiscal, não será ele quem vai impedir as articulações pela volta da CPMF.

A publicação recorda que no início de setembro, Temer pensou em defender o aumento da Cide como uma das saídas para a crise econômica, mas acabou recuando após sofrer pressão de diversos setores de seu partido, o PMDB. A proposta de Temer, feita a partir de sugestão do ex-ministro Delfim Netto, poderia gerar uma receita adicional de R$ 14 bilhões, sendo R$ 11 bilhões para a União e R$ 3 bilhões para Estados e municípios. Dilma promete intensificar reuniões com deputados, senadores, prefeitos e governadores até o fial do ano e irá argumentar que o mercado acenou sobre o retorno do imposto como “a única saída”.

Mais de 80 cidades da Bahia já demitiram este ano para cortar custos, diz UPB

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Mais de 80 municípios na Bahia já demitiram servidores, este ano, para cortas gastos. A estimativa é da presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria (PSB). Para Quitéria, o número pode aumentar com a chegada do 13º salário – que representa um gasto a mais para as pequenas cidades. “Não queríamos estar passando por essa situação, muitos municípios demitiram gente. Isso acaba tornando os prefeitos impopulares”, constatou.

Para a presidente, 2015 é “o pior ano fiscal para os municípios”. “Os gastos só aumentam, com os aumentos de salários, mas os repasses do governo federal diminuem. Ou a gente reconquista essa ajuda do governo federal ou não tem como se manter até o final do ano”, previu.

Em agosto deste ano, ainda segundo a presidente da UPB, os municípios perderam 38% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com os cortes, a expectativa é que em 2016 aconteça uma “chuva” de reprovação de contas dos gestores. “A gente tem que fazer um debate com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), pois os índices de investimentos constitucionais continuam, mesmo com a perda das nossas receitas”, indicou.

Agricultores do Oeste baiano terão linha de financiamento especial do BNB

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Em visita ao município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, na última quinta-feira (12), o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Marcos Holanda, anunciou a nova linha de crédito da instituição financeira para atender os agricultores do oeste baiano, que poderão financiar máquinas em condições especiais.

Durante a cerimônia de assinatura do contrato, Holanda aproveitou para ressaltar as mudanças administrativas realizadas pelo banco para atender as necessidades deste público, entre elas: ampliação de prazos, facilidades na aprovação de crédito; solicitação de crédito pela internet, liberação da segunda parcela do custeio, renovação automática de limite de risco global, prorrogação do vencimento, entre outros.

Na ocasião, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cezar Busato, apresentou a região, seu potencial produtivo e a importância do agronegócio para a transformação da oeste da Bahia.

Gasolina a R$ 4,99 é alvo de investigação do MP-BA

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A Promotoria Pública abriu procedimento e investiga o reajuste do combustível em Teixeira de Freitas, extremo Sul da Bahia. No último final de semana, o preço da gasolina variou entre R$ 4,10 a R$ 4,99 nos principais postas da cidade – aumento foi considerado abusivo pelo Ministério Público do Estado (MP-BA).

A investigação do MP é feita por meio do promotor João Batista Madeiro Neto, da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor em Teixeira de Freitas, que instaurou procedimento para apurar o reajuste.

O promotor justifica que, no último final de semana, de sexta-feira (6) a domingo (8), diversos postos de combustíveis da cidade aumentaram excessivamente os preços, de acordo com denúncias publicadas em sites da região. Segundo o documento, as notícias afirmam que o preço da gasolina estava sendo fixado entre R$ 4,10 e R$ 4,99, supostamente cometendo infrações.

Câmara aprova cobrança extra na conta de luz se houver seca em 2016

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Após três horas de discussão, a Medida Provisória (MP) 688/2015, que repassa para o consumidor, por meio de bandeira tarifária, custos para cobrir o risco de menor produção de energia devido à seca de 2016, foi aprovado por 251 votos, contra 173 e cinco abstenções de deputados, no Plenário da Câmara. A medida também autoriza novos leilões de hidrelétricas, com os quais o governo pretende arrecadar R$ 17 bilhões.

Segundo publicação do UOL, a matéria ainda estabelece prorrogação de contratos das usinas ou suas concessões para compensar prejuízos de 2015 com menor geração de energia. Os prejuízos acumulados estão na casa dos RS 13 bilhões, de acordo com cálculos.

As perdas financeiras referentes a este ano não serão repassados ao consumidor final devido à extensão da vigência dos contratos pelo tempo necessário à amortização do valor.

Bahia é estado com maior queda na produção industrial, aponta IBGE

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A crise que assola o país foi bastante severa no setor industrial da Bahia. Dos 14 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia foi a que registrou a maior queda na produção.

Segundo o levantamento, o setor caiu 7,6%, seguido pelo Rio de Janeiro (-6,6%) e Ceará (-2,7%). O resultado fez com que a queda na Região Nordeste fosse de 3,3%, mais do que o dobro do registrado no conjunto do país (-1,3%).

Entre os 14 locais avaliados, apenas quatro apresentaram alta da produção industrial: Pará (12,6%), Paraná (5,1%), Espírito Santo (1,3%) e Amazonas (0,1%). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor baiano também teve queda, de 9%. O resultado, contudo, foi melhor do que no Amazonas (-13,1%), São Paulo (-12,8%), Ceará (-11,9%),Santa Catarina (-11,6%), Rio de Janeiro (-11,2%) e Minas Gerais (-11,1%).