Ex-diretor da Petrobras terá que devolver R$ 2,5 mi Preso na Operação Lava Jato, Nestor Cerveró é acusado de ter recebido propina de US$ 30 mi

Foto: Internet

Por Estadão Conteúdo

O Ministério Público Federal requereu à Justiça que mantenha preso o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, sob suspeita de ter recebido propina de US$ 30 milhões no esquema desmontado pela Operação Lava Jato.

Em alegações finais no processo em que imputam a Cerveró lavagem de dinheiro, nove procuradores da República reiteram pedido de condenação do ex-diretor – como já havia sido requerido na denúncia que resultou nesta ação penal contra o ex-diretor da estatal.

Cerveró é investigado ainda por “diversos fatos criminosos, inclusive por ter recebido dinheiro indevido em virtude da compra da Refinaria de Pasadena (EUA)”. No processo por lavagem de dinheiro, os procuradores reuniram “farta prova de que parte da propina a ele paga foi recebida ou remetida ao exterior para empresas offshores, algumas sediadas no Uruguai, na Inglaterra, na Espanha e na Suíça”.

A força-tarefa da Lava Jato constatou que os “valores criminosos”, da ordem de R$ 2,5 milhões, foram internalizados através da simulação de investimentos diretos na empresa brasileira Jolmey do Brasil, a qual se vincula a offshore uruguaia Jolmey S/A, para a compra de um apartamento de Cerveró no bairro de Ipanema, Rio.

Os procuradores sustentam que Cerveró ­- preso desde janeiro -, na operação de lavagem de dinheiro, “utilizou complexo e sofisticado esquema criminoso, com a criação de empresas de fachada no exterior (offshore) e no Brasil, fez contratos de câmbio fictícios e simulou por vários anos contrato de locação falso”.

Também são réus nesta ação o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na área que Cerveró dirigiu, e Oscar Algorta Raquetti. Os procuradores afirmam que as “ações de Cerveró foram movidas em busca de enriquecimento fácil e pela ganância injustificável, já que possuía renda mensal de aproximadamente R$ 110 mil, muito acima da média do brasileiro, excelente emprego, previdência garantida e conjunto de patrimônio confortável”.

Além da condenação criminal do ex-diretor, os 9 procuradores da Lava Jato pedem à Justiça Federal que o obrigue a pagar reparação de danos no valor de R$ 2,5 milhões e declare a perda em favor da União do imóvel de Cerveró situado na Rua Nascimento e Silva, 351, apartamento 601, em Ipanema, zona sul do Rio e mais os valores referentes aos aluguéis depositados em juízo.

Os procuradores querem, ainda, a interdição de Cerveró ao exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, de membro de conselho de administração ou de gerência de pessoas jurídicas pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade eventualmente aplicada.

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